Uma startup nos EUA apresentou um plano ambicioso para aproveitar a passagem de um asteroide gigante próximo à Terra. A Exploration Labs (ExLabs) quer lançar uma missão que funcione como uma espécie de “carona espacial”, reunindo diferentes cargas científicas em uma única viagem rumo ao objeto.
A proposta, chamada Apophis EX, foi apresentada durante um evento da Space Foundation, uma organização internacional sem fins lucrativos voltada ao desenvolvimento do setor espacial. O objetivo é estudar o asteroide Apophis antes e depois de sua aproximação histórica, prevista para 2029, coletando dados relevantes para ciência e defesa planetária.
Em resumo:
- Startup propõe missão compartilhada para estudar asteroide Apophis em 2029;
- Projeto Apophis EX busca coletar dados antes e após aproximação;
- Modelo colaborativo promete reduzir custos e ampliar acesso científico;
- Asteroide passará muito perto da Terra, sem risco de colisão;
- Missão também foca defesa planetária e engajamento público global.

A iniciativa aposta em um modelo mais acessível e colaborativo, permitindo que diferentes instituições participem da missão. A ideia é reduzir custos e ampliar o acesso a estudos no espaço profundo, um tipo de operação que ainda costuma ser caro e complexo.
Asteroide Apophis se aproxima da Terra em uma sexta-feira 13
Segundo James Orsulak, cofundador da empresa, o projeto busca tornar esse tipo de missão mais frequente e viável. Para ele, ampliar o número de operações no espaço profundo é essencial para melhorar o conhecimento sobre objetos que passam perto da Terra e antecipar possíveis riscos.
O alvo da missão é um dos asteroides mais conhecidos pelos cientistas. Com estimados 450 metros de largura, Apophis fará uma passagem extremamente próxima do planeta em 13 de abril de 2029, uma sexta-feira, ficando mais perto do que muitos satélites artificiais. Em algumas regiões, será possível observá-lo a olho nu.
Apesar da proximidade impressionante, não há risco de colisão. Ainda assim, o evento é visto como uma oportunidade rara para estudar um objeto desse porte em detalhes. As informações coletadas podem ajudar a aprimorar modelos de previsão e estratégias de proteção do planeta.
A defesa planetária, aliás, é um dos principais focos da missão. Orsulak chama atenção para o baixo investimento na área e defende maior participação do setor privado. Segundo ele, a NASA ainda dedica uma parcela pequena de seu orçamento a esse tipo de iniciativa.

Além da pesquisa, a empresa quer transformar a passagem do asteroide em um evento global. A proposta inclui transmissões ao vivo e parcerias com empresas como a IMAX, com o objetivo de atrair grande audiência e ampliar o interesse do público pelo tema.
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Setor espacial avança com apoio da iniciativa privada
O debate sobre defesa planetária ganhou espaço durante o simpósio, que reuniu especialistas para discutir avanços e desafios. Entre os temas abordados estão a necessidade de maior coordenação internacional e o desenvolvimento de novas tecnologias.
O ex-administrador da NASA, Jim Bridenstine, destacou que modelos comerciais podem ajudar a reduzir custos e acelerar a inovação. Segundo ele, ampliar a participação de empresas privadas pode trazer ganhos importantes para o setor.
Pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA também defendem a realização de mais testes com técnicas de desvio de asteroides. Entre as alternativas estão impactos controlados e outras soluções ainda em desenvolvimento.
Para o ex-astronauta Edward Lu, da B612 Foundation, não existe uma solução única para esse tipo de ameaça. Cada situação exige análise específica e decisões baseadas em diferentes cenários.
Com o avanço do setor privado, cresce a expectativa de que missões espaciais se tornem mais frequentes e ágeis. Projetos como o Apophis EX indicam um movimento em direção a operações mais acessíveis, com potencial para ampliar tanto a exploração quanto a proteção do planeta.
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