Produto regional, muito cultivado e consumido no Maranhão, a vinagreira roxa é
base de um projeto que produz biocosméticos. A ideia é que sejam criados produtos
naturais, que preservem a saúde humana e não agridam o meio ambiente.
O projeto é da startup Vinnori e está sendo apresentado na Semana Nacional de
Ciência e Tecnologia (SNCT) e é um dos diversos projetos executados com recursos do
Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao
Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema).
A SNCT é realizada pelo Governo do Maranhão, sob coordenação da Secretaria
de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e conta com o apoio da Fapema, no
Centro de Convenções de Imperatriz.
A startup Vinnori utiliza a vinagreira roxa, e também verde, alimentos cultivados
no Maranhão, para produção de biocosméticos diversos (shampo, hidratante e sabonete)
e ainda, de filme comestível, produto de baixo custo que pode substituir a alga nori,
item importado e utilizado na produção do temaki e outros alimentos japoneses.
O uso desse filme pode contribuir para baratear a produção de sushi, por
exemplo. Os cosméticos desenvolvidos com a planta, são livres de petrolatos e
parabenos, elementos considerados tóxicos e prejudiciais à saúde. O projeto foi apoiado
pelo Governo do Estado, via Secti e Fapema, no edital Centelha, que tem parceria com a
Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Integrante da startup, Luana Costa Sousa, destaca a viabilidade e benefícios do
uso da vinagreira roxa. “Nossa ideia é produzir biocosméticos naturais, em substituição
a cosméticos que causam alergias na pele e danos ao meio ambiente. Temos essa
filosofia de não usar organismos geneticamente processados e tendo como foco,
produtos mais naturais, que garantam mais saúde ao consumidor”, explicou.
Ela destacou, ainda, que o apoio da Fapema é essencial para a divulgação e
desenvolvimento do produto “Principalmente pelo apoio à ciência e a inovação, sendo
muito importante para avançarmos com nosso projeto”, disse Luana Costa Sousa.
Graduando da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) e integrante do
projeto, Adrian Costa da Silva destacou o filme comestível como item viável,
competitivo e, em qualidade, equivalente ao importado. “O filme à base da vinagreira
tem alto padrão de qualidade e possibilidades diversas de produção, quanto à cor, aroma
e sabor. É muito semelhante ao importado, usado atualmente na produção de sushi,
sendo de menor custo. A ideia, como o próprio slogan coloca, é contribuir para um
futuro alimentar mais sustentável”, ressaltou.
Os produtos são desenvolvidos a partir da vinagreira roxa, obtida nas
comunidades rurais de Paço do Lumiar. Essa matéria-prima é beneficiada, utilizando
tecnologia patenteada, para ser utilizada como insumo. A produção está na fase de
protótipo que será apresentado ao público, com a finalidade de elaboração pesquisa de
qualidade e satisfação.

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