O Maranhão tem uma das piores malhas de rodovias federais do país, é o que aponta uma pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada nesta quarta-feira (9). São trechos sem sinalização, com curvas perigosas, pavimento irregular, entre outros problemas. Além disso há os danos ambientais e o prejuízo para quem trabalha com o transporte.
Ao lado do Maranhão estão os Estados do Acre, Amazonas e Pará, como os que têm uma das piores malhas de rodovias federais do país.
A pesquisa, que avalia as condições das estradas no Brasil, apontou uma piora na qualidade dos milhares de quilômetros analisados em todo o país. São mais de 2.500 pontos críticos de BRs e, 10% deles, estão no Maranhão.
No estado, pelo menos, 3.700 quilômetros de rodovias federais têm algum tipo de problema. Na pesquisa, a CNT avaliou 4.660 quilômetros das BRs que passam pelo Maranhão e, apenas 11% foram considerados como ótimos ou bons, um dos piores índices do país.
No trecho da BR-316, de Santa Inês até a divisa com o Pará, os buracos em vários pontos da pista complicam a passagem de carros e caminhões, problemas que se repetem em mais de 77% da malha viária do Maranhão.
A falta de condições ideais das pistas, soma-se a outros problemas que colocam em risco a vida de muitos motoristas. O relatório aponta da Confederação Nacional do Transporte destaca que, a cada 100 quilômetros analisados, em 88 não há sinalização adequada. A situação fica ainda mais complicada, porque as pistas simples predominam no Maranhão, metade sem acostamento.
Ao todo, são 240 pontos considerados críticos nas BRs do Maranhão. Os problemas encontrados nas estradas federais que cortam o Estado refletem diretamente na economia. Por causa da condição das estradas, há um aumento de mais de 50% no custo operacional da logística de vários produtos e alimentos, segundo a CNT.
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Uma explicação para o gasto extra pode estar no tanque de combustível dos caminhões, pois, por causa de todos esses problemas, só em 2022, estima-se que haverá um consumo desnecessário de mais de 62 milhões de litros de diesel. Um desperdício que vai custar aos transportadores mais de R$ 280 milhões.
Informações: G1 Maranhão





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