A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) emitiu, nesta segunda-feira, 11, nota em que contesta a versão do deputado federal Josimar Maranhãozinho sobre a operação Maranhão Nostrum, instaurada para apurar possíveis fraudes em processos licitatórios na contratação da empresa Águia Farma Distribuidora de Medicamentos Ltda, ligada ao parlamentar.
Na última quarta-feira, 6, a operação cumpriu mais de sessenta mandatos de busca e apreensão, cumpridos em 13 municípios do Maranhão, sendo eles: São Luís, Maranhãozinho, Zé Doca, Araguanã, Carutapera, Centro do Guilherme, Pedro do Rosário, Pinheiro, Santa Inês, Miranda do Norte, Presidente Médici, São José de Ribamar, Parnarama; e na cidade de Várzea Alegre, no estado do Ceará.

Josimar Maranhãozinho afirmou que “a empresa de sua propriedade, há cerca de uma década, nunca estabeleceu contratos com órgãos públicos ou mesmo participou de processos licitatórios”. O deputado também disse que o seu nome não está no quadro societário de nenhuma das empresas investigadas.
Sobre a alegação do deputado de que não é sócio das empresas alvo de investigação, a SSP reiterou a nota do Ministério Público, que afirma: “O próprio investigado Josimar Cunha Rodrigues, mais conhecido como Josimar de Maranhãozinho no período em questão, consta como principal favorecido das empresas que participavam e ganhavam os procedimentos licitatórios”.
Ainda segundo o Ministério Público, também receberam dinheiro dessas empresas o sobrinho do parlamentar Lucas Emanuel Costa Cunha, e a sua irmã Irismar Cunha Rodrigues. No total, o Relatório de Inteligência Financeira (RIF) apontou uma movimentação suspeita de R$ 159.745.884,37.
A Secretaria de Segurança Pública também afirmou que deu todo o apoio policial ao Ministério Público, dentro dos limites legais estabelecidos na decisão judicial proferida pela Vara de Combate ao Crime Organizado.





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