Em alusão à campanha Agosto Dourado de incentivo à amamentação da Secretaria de Estado da Saúde (SES), mães com seus bebês assistidos pelo serviço de obstetrícia da Maternidade Nossa Senhora da Penha, em São Luís, participaram de encontro sobre benefícios, desafios, aspectos fisiológicos e naturais relacionados à amamentação.
Convidadas pela maternidade para compartilhar suas experiências de amamentação, as participantes puderam expor suas dificuldades, superação e reconhecimento da importância do leite materno para a saúde e desenvolvimento dos bebês e também reencontrar profissionais que as acolheram no momento do parto e puerpério da Maternidade Nossa Senhora da Penha. A ação aconteceu, na última sexta-feira (16), durante o Dia D de incentivo à amamentação na unidade da rede estadual de saúde gerenciada pelo Instituo Acqua.
“É motivo de muita alegria viver novamente o dia que estive aqui. Fui recebida de uma forma que jamais posso explicar. Aqui você vê a humanização. Fui muito bem cuidada e essa atenção você tem do profissional da limpeza à direção”, disse a acadêmica do curso de Enfermagem, Thaynara Estela Silva Teixeira, de 25 anos.
Acompanhada do marido Laerte Silva Teixeira Júnior, 24 anos, ela abriu o momento de relatos contando a mudança de vida depois da chegada de Luna Laura, a filha do casal que é do bairro Santa Clara. “O filho chega para nos motivar a viver mais. Ser mãe é uma coisa que não tem palavra. A gente só sabe viver. A amamentação é um ato de amor. A minha filha se sente abraçada e protegida nesse mundo gigante quando eu a amamento”, falou Thaynara.
Alimentada somente com o leite materno, a menina Luna tem 3 meses e pesa 8 quilos. Um pouco mais jovem que ela, João Pedro, de 4 meses e 8 quilos, também nascido na Maternidade Nossa Senhora da Penha, teve a história de sua amamentação contada pela mãe, Lenise Sodré Maciel Ribeiro, de 24 anos.
“João é meu primeiro filho e toda minha gestação me preparei bastante, via alguns vídeos, achei que ia tirar de letra, mas o início da amamentação não foi fácil. Cheguei a me desesperar porque meu peito feriu bastante. À noite era muito mais difícil, eu achava que não ia aguentar de dor. O pai dele chegou a comprar leite industrializado e fomos complementando, mas percebemos que não estava fazendo bem pra ele. Percebi o quanto era importante eu amamentar e tive ajuda das enfermeiras daqui. Hoje eu tenho muito prazer e não tenho vergonha de amamentar na rua. É o alimento do meu filho”, pontuou Lenise.
A cada depoimento, profissionais da unidade entregavam certificados para as mães como reconhecimento pelo esforço em garantir a amamentação dos filhos. Entre fotos, selfies e abraços na recepção da unidade – decorada especialmente para a programação – as gestantes presentes ouviam atentas a experiência de quem teve o bebê recentemente.
Pamela Raquel Silva Santos, de 20 anos, com 29 semanas de gestação, ouvia atenta os relatos. “Soube da unidade por uma amiga que teve o parto aqui na Penha. Estou com muita expectativa e está tudo certo para o parto normal. Dá uma ansiedade em saber como será a nossa experiência, mas estou confiante que vai dar tudo certo”, falou Pamela.
Doação de leite humano
A amamentação é um direito a todas as crianças. As mães que não conseguem ou não podem amamentar têm acesso aos serviços de banco de leite, que funcionam como postos de coleta e serviços de estímulo à amamentação. A supervisora do Banco de Leite da Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão (MACMA), Irenildes Rodrigues, falou da importância da amamentação. “A amamentação é recomendada até os dois anos de idade ou mais, se a criança quiser continuar mamando, não há nenhum problema para saúde da mãe”, explicou.
As mães saudáveis com excesso de leite materno podem fazer a doação em pontos específicos de coleta no estado do Maranhão, como a MACMA, o Hospital Universitário Materno Infantil, Hospital Regional Materno Infantil de Imperatriz. Há também postos de coleta no Hospital Infantil Dr. Juvêncio Mattos, entre outros.
A população pode contribuir com a campanha permanente de arrecadação de frascos para o armazenamento do leite materno doado. Os frascos devem ser de vidro (café solúvel ou maionese), com tampa rosqueável de plástico e boca larga, com capacidade de 200 à 500 ml, e podem ser entregues na Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão, localizada na avenida Jerônimo de Albuquerque , S/N, no bairro Cohab Anil III, na capital maranhense.
*Fonte: Governo do Maranhão





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