O projeto “Produzir e Plantar Proteção das Águas”, instituído pelo Governo do Estado, vai criar um viveiro de mudas nativas para reflorestamento de mananciais utilizados pela Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), para fins de abastecimento humano.

O viveiro será instalado nas dependências da Associação dos Servidores da Caema (Asserca), em São Luís. A proposta é o ponto inicial de um amplo projeto voltado à proteção das reservas de água e lençóis freáticos. Será executado em parceria com o Instituto Federal do Maranhão (IFMA), que terá entre suas funções oferecer cooperação técnica para a formação do viveiro, pela escolha, identificação e produção das mudas.

O plantio das mudas será feito tanto nas margens de mananciais, quanto nas áreas onde há baterias de poços que exploram lençóis freáticos para uso de abastecimento pela Caema.

De acordo com o coordenador Socioambiental da Caema, Marcos Silva, o reflorestamento de áreas degradadas nas cercanias de mananciais e bacias hidrográficas é um importante investimento que será feito pela empresa.

“Ações deste tipo geram importantes resultados ambientais, sociais e econômicos, refletindo diretamente na sustentabilidade dos serviços de abastecimento prestados pela Caema”, diz Marcos Silva.

Além dos corpos hídricos e lençóis subterrâneos, o replantio de mudas será feito nas áreas internas das Estações de Tratamento de Água (ETAs) e das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) operadas pela Caema. O reflorestamento e replantio de espécies específicas, nestes locais, segue normas regulamentares para que se diminua os impactos no meio ambiente e que serão consideradas dentro do projeto.

Participação popular

Outro fator importante do projeto é destacado pelo coordenador de Licenciamento Ambiental e Outorga de Recursos Hídricos da Caema, Erick Maurício Araújo. Ele lembra que o “Produzir e Plantar Proteção das Águas” prevê a inserção da população no processo, por meio da participação em palestras envolvendo temas como manutenção das áreas verdes, recuperação de áreas degradadas e em ações concretas de plantio. Serão oferecidas doação de mudas de árvores primárias, secundárias, frutíferas e não frutíferas às comunidades.

“O crescente processo de urbanização tem resultado em danos ambientais, muitos deles às vezes irreversíveis. Com isso, a destruição da vegetação prejudica fortemente o ciclo da água e dificulta a recarga dos aquíferos. Pensando nisso, o projeto visa não somente o replantio de mudas, mas a difusão da consciência ambiental, com a adoção de boas práticas de preservação do meio ambiente e do ecossistema onde coexistimos”, sintetiza Erick Araújo.

Algumas reuniões para definir ações do projeto já foram realizadas essa semana. Participaram destas reuniões pela Caema, o gerente de meio ambiente, Erick Araújo; o coordenador socioambiental, Marcos Silva, o presidente da Asserca, Giovanni Abreu; e a diretora geral do IFMA Maracanã, Lucimeire Amorim, juntamente com a sua assessoria.

*Fonte: Governo do Maranhão

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