Na semana passada o IBGE apontou o Maranhão como o estado mais pobre do Brasil, segundo
o ranking do IBGE sobre o IDH. Muita gente entendida ou não em questão econômica arriscou
debater o tema. Porém, como é impossível destrinchar-se de improviso um assunto tão áspero
e complexo, vou aproveitar para trilhar, empiricamente, pelas beiradas ou pelo lado mais fácil
de entender. O Maranhão junto com o vizinho Piauí estão geograficamente, numa sub-região
chamada Meio Norte. Nos extremos, o Maranhão herdou uma espécie de pobreza climática,
histórica e sistêmica. No Sul, o tórrido sertão nordestino; no Norte, as terras úmidas e fracas
da Amazônia Legal, que engole 181 de seus 217 municípios.
Vale lembrar que, até uma década atrás, o interior do Maranhão era “rico” de escolas erguidas
de taipa e cobertas de palhas de babaçu, sem água, banheiro, merenda e pedagogia a altura da
clientela filha da pobreza extrema. O professorado era, em grande parte, leigas e leigos, saídos
da mesma realidade rural da nomeação política, ganhando uma miséria salarial. Os coitados
faziam que ensinavam o que não sabiam, e os alunos faziam que aprendiam o que não lhe era
ensinado. Até o meado do século 20, o interior do Maranhão era dominado por latifundiários
“coronéis”, de patente comprada, ou apenas autodenominados. O autodidatismo se fazia
presente até no meio advocatício e de delegados de polícia – com provisionados.
A localidade Jaguarana, no 3º distrito de Caxias, “princesa do Sertão”, vizinha do Piauí, fonte
de riqueza e saberes intelectuais, porém, com a zona rural paupérrima. A agricultura era
primitiva e de subsistência para os homens e a quebra do coco babaçu, para as mulheres –
todos analfabetos. Era retrato da base econômica do Maranhão como um todo. Ali moravam
32 duas famílias agregadas do “coronel” Francisco Alves, latifundiário de 10 mil ha, morador
em Campo Maior, no Piauí. Minha mãe, dona Demétria, era a única mulher em Jaguarana que
sabia ler, escrever, ensinar os filhos o pouco que sabia, e votar.
Da produção da roça, os moradores entregavam 1/3 ao dono do pedaço. Coco babaçu e o pó
da palha de carnaúba eram trocados por querosene, sal, café, açúcar e barras de sabão, como
escambo na quitanda do encarregado do “coronel”. Ele vigiava e controlava a produção dos
caboclos. Quem ousasse vender sua coisas diretamente em Caxias, corria o risco de ser
expulso das terras do piauiense. Grande parte desses moradores era fugida da seca do Ceará e
do Piauí. Pouca coisa mudou naquela lugar, que residi até 16 anos, mas ocorreram mudanças
em Caxias, no Maranhão e no Brasil. Só a pobreza, trazida pela escravidão, a falta de educação,
a seca e a política de baixa qualidade persistem.
Está claro que, sem transformação no meio rural, com apoio oficial, distribuição de terra e
tecnologia aos pequenos agriculturas – como existe no agro –, o Maranhão vai penar por
muito tempo para se deslocar da rabeira do ranking da pobreza brasileira. Ao redor das
cidades está a raiz da pobreza: agricultores velhos, expulsos do meio rural, onde só
aprenderam fazer o que não conseguem nas favelas urbanas. Muitos deles ainda continuam
votando com o polegar direito, vivendo do Bolsa Família, puxando para baixo ranking do IDH e
sem saber qual a maldição desse tal Meio Norte, onde a politicalha, a corrupção e a
desigualdade operam como uma epidemia, na qual muitos andam, andam e não saem do
lugar. Só para o cemitério.
Processo travado
Alegando risco de danos irreparáveis aos princípios legais, o ministro do STF, Flávio Dino
deferiu liminar requerida pelo Partido Solidariedade, contra as regras sobre a escolha de
conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Paralisa a indicação do advogado Flávio
Costa.
O nascedouro
O Maranhão tem os dois lados da pobreza: o do Nordeste, da velha carência nativa, filha das
oligarquias políticas, e do Norte, dos rios e das terras frescas da floresta tropical, ainda sob
muito isolamento longe das vistas grossas da política.
Viaduto de Braide (1)
O prefeito de São Luís, Eduardo Braide está no último ano de mandato, tentando jamais se
parecer com João Castelo que, no desespero de enfrentar um adversário forte, como Edivaldo
Jr, inventou o tal do VLT e perdeu a reeleição. Braide segue firme, mas com Duarte Jr na cola.
Viaduto de Braide (2)
Castelo perdeu a reeleição e deixou um mondrongo imprestável chamado VLT. Edivaldo deixou
a cidade enfeitada de praças e Braide tentar acabar com as encrencas do trânsito na cidade,
inclusive com um viaduto que pode ser no Tirirical, entrada de São Luís.
Viaduto de Braide (3)
Braide anuncia o primeiro viaduto em São Luís, com recursos da prefeitura da capital. Cria
suspense sobre o local, mas publica a croqui que, pelo jeito, pode ser na rotatória do
aeroporto da capital, no São Cristóvão, ou na Av. dos Holandeses.



